O paganismo e a Igreja Católica

As religiões que tinham como base a crença na Grande Deusa reinaram até que as religiões abramicas (Islamismo, Cristianismo, Judaísmo) a suplantassem. Com a expansão do Cristianismo, a religião da Grande Mãe, pagã – que no sentido original da palavra refere-se a religião praticada nos campos; foi sendo destruída.
Durante a Idade Média , a Igreja Católica passou a considerar os rituais praticados na Antiga Religião como bruxaria, coisa do demônio, na tentativa de impor a crença num único Deus, poderoso, masculino e que punia e castigava aqueles que não obedeciam seus ritos e ensinamentos.
A Igreja utilizou-se de guerra psicológica, torturas e campanhas militares para alcançar seus objetivos. Criou a Inquisição para perseguir e punir todos aqueles que não professassem a fé católica.

O clero utilizando-se do poder adquirido como representante do Deus Uno, exigia do povo tudo o que desejava, principalmente bens materiais e sustentava assim um luxo inacessível ao povo que vivia nas cercanias dos feudos e igrejas.
Muitas das crenças do paganismo foram incorporaradas aos rituais cristãos, fossem por tentativas de manter vivos os antigos cultos pagãos, sem correr o risco de acabar na fogueira ou fosse pela inteligência dos padres e sacerdotes que busvam manter o rebanho dentro dos templos utilizando padrões e rituais com os quais as populações já estavam acostumadas, e sem contar que muitas igrejas ocupavam áreas que anteriormente eram templos pagãos.
A Igreja Católica transformou o paganismo em sinônimo de satanismo. Magos, sacerdotes e sacerdotisas das diversas tradições pagãs foram reprimidos no mundo ocidental, fosse pela força da lei ou das perseguições histéricas dos convertidos ao cristianismo.

Do século XV ao XVII milhares de processos sob a tutela da Inquisição percorreram tribunais eclesiásticos e civis por toda Europa e até no Novo Mundo. Pessoas foram torturadas, executadas em fogueiras, afogadas, tiveram membros arrancados e por qualquer razão, desde um tempero até disputas entre vizinhos levaram pessoas a serem consideradas como discípulos do Diabo. Todo conhecimento que fosse suspeito aos olhos da Igreja era motivo de perseguição.
O período chamado “Caça às Bruxas”, é considerado hoje como um período negro na história da humanidade. Uma simples suspeita era motivo para a execução. As mulheres eram as maiores vítimas. As antigas parteiras e curadoras, que através de suas tradições sabiam lidar com as ervas e com a natureza eram vistas como seguidoras do diabo e em outras ociasões o sadismo e interesses escusos dos acusadores podiam ter um viés que ultrapassava o zelo religioso contra as sacerdotisas do “diabo”.
Sem contar que muitas vítimas da Inquisição não eram praticantes do Paganismo, e sim pessoas com problemas mentais e físicos, ou adeptos de outras religiões tradicionais ( mulçumanos, judeus). E grande parte da riqueza atual da Igreja Católica foi construída nesse período, pois todos os bens dos acusados eram confiscados pela Igreja, o que tornou a chamada Santa Inquisição, um grande investimento.

Qual a origem da Igreja Católica?

A Igreja Católica Romana declara que sua origem é a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo em aproximadamente 30 d.C. A Igreja Católica proclama a si própria como a Igreja pela qual Jesus Cristo morreu, a Igreja que foi estabelecida e construída pelos Apóstolos. É esta a verdadeira origem da Igreja Católica? Pelo contrário. Mesmo uma leitura superficial no Novo Testamento irá revelar que a Igreja Católica não tem sua origem nos ensinamentos de Jesus, ou de Seus apóstolos. No Novo Testamento, não há menção a respeito do papado, adoração a Maria (ou a imaculada concepção de Maria, a virgindade perpétua de Maria, a ascensão de Maria ou Maria como co-redentora e mediadora), petição por parte dos santos no Céu pelas orações, sucessão apostólica, as ordenanças da igreja funcionando como sacramentos, o batismo de bebês, a confissão de pecados a um sacerdote, o purgatório, as indulgências ou a autoridade igual da tradição da igreja e da Escritura. Portanto, se a origem da Igreja Católica não está nos ensinamentos de Jesus e Seus apóstolos, como registrado no Novo Testamento, qual a verdadeira origem da Igreja Católica?

Pelos primeiros 280 anos da história cristã, o Cristianismo foi banido pelo Império Romano, e os cristãos foram terrivelmente perseguidos. Isto mudou depois da “conversão” do Imperador Romano Constantino. Constantino “legalizou” o Cristianismo pelo Edito de Milão, em 313 d.C. Mais tarde, em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo. Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano, que naquela altura começava a se fragmentar e a se dividir. Mesmo que isto aparente ser um desenvolvimento positivo para a igreja cristã, os resultados foram tudo, menos positivos. Logo Constantino se recusou a abraçar de forma completa a fé cristã, mas continuou com muitos de seus credos pagãos e práticas. Então, a igreja cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de verdadeiro Cristianismo e paganismo romano.

Constantino achou que, com o Império Romano sendo tão grande, vasto e diverso, nem todos concordariam em abandonar seus credos religiosos e abraçar o Cristianismo. Então, Constantino permitiu, e mesmo promoveu a “cristianização” de crenças pagãs. Crenças completamente pagãs e totalmente não-bíblicas ganharam nova identidade “cristã”.

Pagãos não convertidos eram tomados como professores na Igreja e em numerosas ocasiões tinham permissão de continuar praticando muitos dos seus rituais e costumes pagãos, usualmente com algumas poucas reservas ou mudanças, para fazer com que suas crenças parecessem mais semelhantes à doutrina Cristã.

Seguem-se alguns claros exemplos disso:

E, de onde se origina a adoração a Maria?

(1)É importante frisar que a Igreja Cristã permaneceu pura e fiel ao Evangelho por cerca de 300 anos, que foi a idade de ouro dos mártires e santos perseguidos pela Roma pagã. Depois da “conversão” do imperador Constantino (312 d.C.), o Cristianismo foi declarado religião do estado e multidões pagãs foram aceitas na Igreja, passando pelo batismo, sem conversão alguma.

Os pagãos trouxeram seus rituais, cerimônias e práticas, que gradualmente foram sendo introduzidas na Igreja Cristã, com nomes cristãos, os quais comprometeram e corromperam a genuína fé primitiva, de modo que a Igreja foi se tornando romanizada e paganizada.Isto é fato histórico INCONTESTÁVEL.

O Culto a Ísis, deusa-mãe do Egito e esta religião, foram absorvidas no Cristianismo, substituindo-se Ísis por Maria. Muitos dos títulos que eram usados para Ísis, como “Rainha dos céus”, “Mãe de Deus” e “theotokos” (a que carregou a Deus) foram ligados a Maria. A Maria foi dado um papel exaltado na fé cristã, muito além do que a Bíblia a ela atribui, com o fim de atrair os adoradores de Ísis para uma fé que, de outra forma, não abraçariam. Na verdade, muitos templos a Ísis foram convertidos em templos dedicados a Maria. A primeira indicação clara da Mariologia Católica ocorre nos escritos de Origen, que viveu em Alexandria, Egito, que por acaso era o lugar principal da adoração a Ísis.

(2) O Mitraísmo foi uma religião no Império Romano do 1º ao 5º século d.C. Foi muito popular entre os romanos, em particular entre os soldados romanos, e foi possivelmente a religião de vários imperadores romanos. Mesmo que jamais tenha sido dado ao Mitraísmo um status “oficial” no Império Romano, foi de fato religião oficial até que Constantino e imperadores romanos que o sucederam substituíram o Mitraísmo pelo Cristianismo. Uma das principais características do Mitraísmo era a refeição sacrificial, que envolvia comer a carne e beber o sangue de um touro. Mitras, o deus do Mitraismo, estava “presente” na carne e no sangue do touro, e quando consumido, concedia salvação àqueles que tomavam parte da refeição sacrificial (teofagia, comer o próprio deus). O Mitraísmo também possuía sete “sacramentos”, o que faz com que as semelhanças entre o Mitraísmo e o Catolicismo Romano sejam tão numerosas que não as podemos ignorar. Constantino e seus sucessores encontraram um substituto fácil para a refeição sacrificial do Mitraísmo no conceito da Ceia do Senhor/Comunhão Cristã. Infelizmente, alguns cristãos primitivos já haviam ligado o misticismo à Ceia do Senhor, rejeitando o conceito bíblico de uma simples e adorativa rememoração da morte e sangue derramado de Cristo. A romanização da Ceia do Senhor completou a transição para a consumação sacrificial de Jesus Cristo, agora conhecida como a Missa Católica/Eucaristia.

(3) A maioria dos imperadores romanos (e cidadãos) era henoteísta. Um henoteísta é alguém que crê na existência de muitos deuses, mas dá atenção especial a um deus em particular, ou considera um deus em particular como supremo e acima dos outros deuses. Por exemplo, o deus romano Júpiter era supremo acima do panteão romano de deuses. Os marinheiros romanos eram freqüentemente adoradores de Netuno, o deus dos oceanos. Quando a Igreja Católica absorveu o paganismo romano, ela simplesmente substituiu o panteão de deuses pelos santos. Assim como no panteão romano de deuses havia um deus do amor, um deus da paz, um deus da guerra, um deus da força, um deus da sabedoria, etc, da mesma forma, na Igreja Católica havia um santo “responsável” por cada uma destas coisas, e muitas outras categorias. Assim como muitas cidades romanas tinham um deus específico para ela, também a Igreja Católica providenciou “santos padroeiros” para as cidades.

(4) A supremacia do bispo romano (o papado) foi criada com o apoio de imperadores romanos. Com a cidade de Roma sendo o centro do governo para o Império Romano, e com os imperadores romanos vivendo em Roma, a cidade de Roma alcançou proeminência em todos os aspectos da vida. Constantino e seus sucessores deram apoio ao bispo de Roma como governante supremo da Igreja. Logicamente é o melhor para a unidade do Império Romano que o governo e estado religioso sejam centralizados no mesmo lugar. Mesmo a maioria de outros bispos (e cristãos) resistindo à idéia da supremacia do bispo romano, o bispo romano ascendeu à supremacia, por causa do poder e influência dos imperadores romanos. Quando houve a queda do Império Romano, os papas tomaram para si o título que anteriormente pertencia aos imperadores romanos – Máximo Pontífice.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Estes quatro devem ser suficientes para demonstrar a verdadeira origem da Igreja Católica. Logicamente a Igreja Católica Romana nega a origem pagã de seus credos e práticas. A Igreja Católica disfarça suas crenças pagãs sob camadas de teologia complicada. A Igreja Católica desculpa e nega sua origem pagã sob a máscara de “tradição da igreja”. Reconhecendo que muitas de suas crenças e práticas são em essência estranhas à Escritura, a Igreja Católica é forçada a negar a autoridade e suficiência da Escritura.

A origem da Igreja Católica é a trágica mistura de Cristianismo com religiões pagãs que o cercavam. Ao invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica “cristianizou” as religiões pagãs e “paganizou” o Cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, sim, a Igreja Católica se fez atraente às pessoas do Império Romano. O resultado foi que a Igreja Católica se tornou a religião suprema no “mundo romano” por séculos. Contudo, um outro resultado foi a mais dominante forma de apostasia cristã do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e da verdadeira proclamação da Palavra de Deus.

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12 comentários em “O paganismo e a Igreja Católica

  1. Obrigado pela sugestão de leitura. Gostei muito. Isso nos levou ao atual estado de desgraça da psique humana, a atrofia da espiritualidade, de nossa conexão com o Terra e ao aumento dos tumores do dogmatismo, culpa, medo e perseguição intolerante. É tudo muito doentio, mas obviamente em gradual decadência.
    Paz.

  2. Como já dizia o ádagio popular… “uma mentira contada diversas vezes, acaba por se tornar verdade”. A Igreja Católica Apostolica Romana é a maior e mais delongada mentira da história da humanidade! Continuam mantendo a civilização contemporânea nas trevas da escuridão.

  3. Isso nos levou ao atual estado de desgraça da psique humana, a atrofia da espiritualidade, de nossa conexão com o Terra e ao aumento dos tumores do dogmatismo, culpa, medo e perseguição intolerante. É tudo muito doentio, mas obviamente em gradual decadência.
    Paz.

  4. Muito é dito contra a Igreja Católica, muitos a questionam, impiedosamente, mas ela continua firme, apesar das intempéries. Deus incumbiu a Pedro o primeiro passo. Dela surgiram os protestantes, os evangélicos, os espíritas. Ela ensina a palavra de Deus transmitida por Cristo, por seus apóstolos e demais seguidores, embora muitos prefiram os ensinamentos do mundo, mais atraentes para os sentidos, mas não para o espírito. Não são os pecados de alguns de seus frágeis integrantes ou de muitos ignorantes que irão aniquilá-la. Sua fragilidade está na fragilidade humana. A Igreja Católica transmite para quem quer ouvir as mensagens e ensinamentos escritos na Bíblia Sagrada. Ou será que a Bíblia também é falsa ? Quem tem ou teria autoridade para declarar esta falsidade se muitos já tentaram e não conseguiram ? Que tal mergulharmos nos textos bíblicos e por em prática os ensinamentos que Jesus transmitiu por intermédio de seus apóstolos. Que tal sermos cristãos e tratarmos uns aos outros como Jesus nos ensinou – como irmãos ?

  5. Os católicos não “adoram” Maria, a veneram.(venerar: ” Tratar com respeito e afeição “). Maria é reverenciada pelos católicos por ter sido escolhida para ser a mãe de Jesus, filho unigênito de Deus. Nós católicos adoramos apenas Deus, nosso Criador, e mais ninguém. Nem Jesus foi adorado pelos apóstolos, quando aqui esteve ! Eles o seguiram porque era a vontade de Deus, como está na Bíblia. Mas há quem pergunte: a Bíblia realmente transmite a vontade de Deus ? Ora, ela foi escrita por seres humanos ! E os ensinamentos evangélicos, budistas e espíritas, também não são ou foram transmitidos por seres humanos ? Por que os ensinamentos de Lutero, de Alan Kardec, de Maomé ou de Buda são mais fidedignos que os ensinados na Bíblia Sagrada, de onde partiu todos os textos que tratam e tentam explicar o porquê da existência humana e do universo ? Pergunto: onde realmente estará a Verdade e o caminho que nos levará até ao Deus Criador ?

  6. A verdade, meus caros amigos, é que se Deus realmente existe, com ou sem religião, nós somos uma decepção enorme para ele. E se não, somos o mais desastroso acaso no universo. Religião é DINHEIRO. Todas elas.

  7. Desejo ardentemente que acima de qualquer divisão, tenhamos a consciência do ‘inimigo’ a ser combatido e destruído. Em nenhum momento da história da humanidade, o acesso a informação foi tão amplo, e certamente, uma nova maneira de pensarmos e vivermos a espiritualidade existirá. E, nesse novo momento, sectarismos de qualquer ordem, devem ser rechaçados.

  8. PARA MINHA QUERIDA ANNA TEREZA! MINHA FILHA SE VOCE LEU TUDO O QUE ESTA ESCRITO NESTE ARTIGO, E CONTINUA DEFENDENDO SUA IGREJA, SINTO MUITO, EU PRIMEIRO LI A BIBLIA PARA DEPOIS EU ME CONVERTER AO EVANGELHO DE JESUS CRISTO!!!! E ME CONVERTI COM GRANDE CONVICÇAO DO Q ESTAVA FAZENDO!!! HOJE É QUE TENHO OPORTUNIDADE DE CONHECER A HISTORIA DAS PODRIDOES DA ICAR E VEJO COM TRISTEZA QUANTOS CEGOS AINDA PERMANECEM LÁ SEM CONSEGUIREM VER A VERDADE!!! SENTIMOS MUITO MESMO!!!!! É AQUI EM VIDA QUE DECIDIMOS PRA ONDE IREMOS QUANDO MORRERMOS!!!!!!

  9. boa matéria,já dizia alguém que o mundo será feliz quando o ultimo rei for enforcado na tripa do ultimo padre,foram momentos históricos e caminhos tomados para que houvesse a expansão de território e por séculos o mundo viveu nas trevas da ignorância e todo o conhecimento foi preservado e mudado para service as convenções de cada período hoje o mundo tem tecnologia que está revolucionando o planeta,porém os anseios e angustias do homem são as mesmas .espero que os índigos e cristais possam trazer uma nova concepção de religião onde religare do latim possa ser as nossas consciência despertando para Luz, E que seja assim a mudança esperada .

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