Sri Prem Baba

 Frequentemente, Sri Prem Baba descreve-se como um “centro eclético da Luz Universal”. Conhecendo um pouco mais sobre a sua biografia, entendemos o por quê.

Sri Prem Baba, iniciou sua atual jornada neste planeta em 1965. Nascido em São Paulo, no bairro Aclimação (onde vive hoje), foi batizado com o nome de Janderson Fernandes de Oliveira.

Devido a intensas experiências espirituais para as quais não tinha explicação, Janderson era uma criança inquieta e trazia muitos questionamentos a respeito do sentido da vida. Sua avó (por quem foi criado) era cristã, e com isso iniciou sua vida espiritual no cristianismo, mas, desde cedo, desafiava a religião e o que diziam de acordo com a bíblia.

Ele lembra que, aos 12 anos, quando leu um livro chamado “Entre os Monges do Tibet”, teve a impressão de que já conhecia tudo aquilo: a rotina de um monastério e suas práticas.

Curioso e sedento por conhecimento espiritual, com aproximadamente 14 anos de idade, Janderson filiou-se à Ordem Rosa Cruz, e começou a praticar Yoga, onde buscava técnicas de desenvolvimento dos poderes da mente. Nessa época, ele ouviu pela primeira vez um bhajan (canção devocional em sanskrito) indiano em louvor à Sita e Ram. Aquelas palavras ecoaram profundamente dentro dele, até que uma voz interior lhe disse: “Quando você completar 33 anos vá para Rishikesh, na Índia”.

Por alguns anos, Janderson se esqueceu daquela reveladora e surpreendente mensagem recebida naquele dia. Buscou completar-se com a vida cotidiana normal, trabalhando em uma empresa, onde ingressou como office boy e chegou a gerente financeiro. Porém, apesar de bem sucedido, um dia ele teve uma visão de si próprio como um velho muito rico, mas infeliz.  Nesse período, o jovem buscador também iniciou um tratamento psicológico para se orientar emocionalmente. Então, finalmente sentiu em seu coração de largar o emprego, continuar o estudo de teatro e dar aulas de Yoga.

Por volta dos 17 anos de idade, participou da organização do 1° Encontro de Culturas Alternativas (ENCAL), onde foram reunidos representantes de diversas escolas iniciáticas e vários especialistas em temas da cultura alternativa, que na época eram considerados meramente esotéricos. O encontro foi importante para ele, porque possibilitou o contato com muitos professores espirituais e ampliou bastante sua visão. A partir dessa experiência, ingressou na escola Gnóstica do mestre Samael Aum Weor, onde foi rigorosamente treinado na arte da concentração e da meditação, como também em psicologia gnóstica, ocultismo, tantrismo e elementoterapia (cura através dos elementos da natureza), até transformar-se em um sacerdote. Nesse período, também se formou em medicina tradicional chinesa e naturopatia. Trabalhou com terapias de vidas passadas no IPA (Instituto de pesquisa de fenômenos parapsicológicos) e conta que até exorcismo já fez.

Na busca de novos instrumentos para a elementoterapia, Janderson foi introduzido ao Xamanismo oriundo da floresta amazônica peruana. A experiência foi bastante significativa, o que o instigou a procurar saber mais sobre o universo das plantas de poder. Nessa fase, deixou a Ordem Rosa Cruz e a escola Gnóstica, mas nunca deixou de lado a prática da Yoga em suas diversas formas, conhecimento que o acompanha até hoje.

Tendo passado por diversas religiões desde o Catolicismo, o Evangelismo, o Budhismo e o Kardecismo até a Umbanda e o Candomblé, Janderson ainda sentia uma profunda fome de Deus e de entender os mistérios da vida. Mais tarde, ele buscou autoconhecimento através das terapias dos Buddhas do Mestre indiano Osho, e acabou se transformando num facilitador desse trabalho. Em seguida, fundou o Corpo e Consciência – Centro de Terapias e Meditação, onde oferecia grupos de estudo do Pathwork de Eva Pierrakos, terapia primal, renascimento, sessões de terapia individual, etc.

Em seguida, fez a formação holística de base da Unipaz e com isso pôde ver que, na área das terapias alternativas, já se sentia completo, pois conhecia de tudo. Então, compreendeu que lhe faltava fazer a faculdade de psicologia. Nesse período se aprofundou no estudo da psicologia transpessoal e do Pathwork.

Com tudo isso, Janderson se tornou um professor espiritual que orientava centenas de pessoas e tinha vários seguidores. Oferecia cursos para centenas de pessoas, dava entrevistas em programas de rádio, televisão e revistas e, com isso, começou a ficar famoso. Porém, ele carregava a angústia causada pela consciência da hipocrisia de estar transmitindo um conhecimento emprestado. Como alguém que não se iluminou poderia falar sobre iluminação? Ele sabia que era apenas mais um cego guiando muitos outros cegos.

Seu sofrimento foi crescendo, na medida em que suas tentativas de encontrar respostas eram frustradas, pois ele não tinha um Mestre vivo para orientá-lo. Chegou a se entregar a vários professores, mas ao ver que não havia coerência entre palavra e ação, decepcionava-se e sua angústia somente aumentava. Quando estava perto do ápice da sua crise existencial, recebeu através da Graça, um presente – a visão de um velho de longas barbas brancas, nos Himalayas que dizia assim: “Ao fazer 33 anos, venha para a Índia, para Rishikesh.” Imediatamente ele se recordou da mensagem que havia recebido quando era adolescente.

Nessa época, Janderson estava noivo. Então, decidiu casar-se e passar a lua de mel na Índia. Lá, ele fez turismo e visitou alguns Mestres iluminados, mas não sentiu absolutamente nada. No caminho em direção à Rishikesh, conta que foi envolvido por uma clara luz que lhe trouxe uma canção e muita paz. Isso fez com que ele sentisse que estava no caminho certo.

Ao chegar em Lakshman Jhula, ouviu falar de Sri Hans Raj Maharaj ji, um Guru que vivia no seu Sachcha Dham Ashram. Ao entrar no quarto de Maharaj ji, percebeu que Ele o esperava e surpreendeu-se ao reconhecer o velho de longas barbas brancas da sua visão. Maharaj ji então disse: “O que falta para você é se entregar para um Guru vivo.” Naquele momento, sentiu que encontrou seu tão esperado Mestre e entregou-se aos pés dele.

Após ter recebido a iniciação espiritual, um período de profundas purificações começou e, durante esse período, Janderson começou a ter experiências de samadhi. Porém, ainda não podia reter tal experiência. Ele desejava voltar para aquele lugar onde o amor fluía espontaneamente, e onde sentia alegria sem causa, mas não sabia como. Isso foi aumentando a sua angústia, até que um dia, ele foi até a beira do Ganges e, sentado em uma pedra, fez uma oração muito sincera que se manifestou na forma de uma música, um hino:

Um pedido agora eu faço
Para eu poder renascer
E acordar realizado
Bem juntinho do poder

Mãe divina e soberana
Vós que tem todo o poder
Ilumina a minha vida
Vou eterno agradecer

Prem Baba conta:

“Nesse momento, eu vi que tinha uma parte dentro de mim que não queria se iluminar e estava ainda comprometida com a guerra. Eu vi um pacto de vingança oriundo de feridas do passado. Embora conscientemente eu estivesse freneticamente buscando pela iluminação, havia uma parte dentro de mim que negava completamente o que o meu Eu consciente buscava. Foi aí que eu vi a Ganga falar dentro de mim: “Veja como eu sou completamente livre, a nada me apego”. Nesse momento eu entrei em samadhi novamente. Algum tempo passou e enquanto eu saía do samadhi, percebia que havia dois dentro de mim – um era verdadeiro, e outro era falso. Quando compreendi isso, dei uma gargalhada de alegria e fui até o quarto do Maharaj ji. Ele também estava rindo e disse: “Você é um Guru e, como um Guru, você está livre para ensinar como quiser; eu apenas lhe peço que conduza todos para Deus”.

A partir daí, começou a chegar um método de como transformar esse “não” para a vida, que é majoritariamente inconsciente, mas que é tão real e concreto quanto uma pedra, e se expressa através das repetições negativas, nas áreas em que a vida não flui. Com isso, pude completar o que faltava para o método que une a psicologia com a espiritualidade, que eu vinha desenvolvendo ao longo da minha jornada – porque eu experienciei aquilo que, até então, entendia apenas intelectualmente.”

Antes da Sua realização, Prem Baba também teve contato com o Mestre indiano Sri Sri Ravi Shankar que lhe apoiava, e com Sri Sathya Sai Baba que o ajudou na sua entrega à Maharaj ji, e consequentemente na sua iluminação. Ele conta que durante uma profunda meditação, na qual sentia estar indo de encontro a Jesus Cristo, ao abrir os olhos, viu um indiano de cabelos black power, vestindo uma túnica laranja. Ele ficou muito surpreso, pois não tinha nenhuma conexão com esse Mestre até então. A partir desse dia, Prem Baba passou a ter muitas visões com Sai Baba, e compreendeu que se tratava de um chamado para visitá-lo. Então, ao chegar ao ashram de Sai Baba em Puttaparthi , foi tomado por uma intensa experiência mística, e conectou seu coração com o dele. Passou a visitá-lo todos os anos. Segundo Prem Baba, em todas as suas visitas, Sai Baba o abençoava – em meio a dezenas de milhares de pessoas, Ele parava na sua frente e acenava com a mão direita para abençoá-lo. Prem Baba o reverencia, e agradece por ter recebido muita inspiração para a criação do método chamado “Caminho do Coração”, e também do “ABC da Espiritualidade”.

“As pessoas vinham para o retiro espiritual, ainda com muitas questões ligadas à criança ferida, e eu tinha que transformar o retiro em um trabalho de cura. Eu vi que os processos terapêuticos que estávamos oferecendo, não estavam sendo suficientes. Faltava algo prático que ajudasse o buscador a lidar com os sentimentos reprimidos, que auxiliasse na purificação e ajudasse no trabalho de ativação de consciência maior. Foi quando surgiu inspiração de fazer o ABC da Espiritualidade, uma das principais ferramentas d´O Caminho do Coração; um trabalho de purificação e transformação do ‘eu’ inferior”.

Foi durante um famoso festival hindu, o Mahashivaratri, em 2002, que Janderson tornou-se Prem Baba, e a sua busca se completou. Todos os anos, seus devotos fazem uma comemoração durante esse dia.

Sempre seguindo as instruções de seu Mestre, Prem Baba começou a transmitir ensinamentos espirituais, através de satsangs na Índia – para onde levava consigo pequenos grupos de buscadores, todos os anos. Rapidamente, esses grupos foram crescendo, até chegar ao ponto de não haver mais espaço para todas as pessoas que chegavam até Ele, buscando conhecimento espiritual. Então, em 2010, foi construído o Yoga Hall, onde atualmente Prem Baba recebe centenas de pessoas diariamente para seus satsangs.

Um sítio em Nazaré Paulista (São Paulo, Brasil), aonde Prem Baba oferecia retiros espirituais entre outros trabalhos terapêuticos, transformou-se no Sachcha Mission Ashram. Hoje Prem Baba vive em São Paulo, mas realiza o seu trabalho em diversos lugares do mundo, onde possui muitos devotos. Seus principais sanghas (grupos de estudantes) estão na Argentina, Havaí, Estados Unidos, Espanha, Holanda, entre outros.

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3 comentários em “Sri Prem Baba

  1. Parabéns pela linda história.Ás vezes me sinto muito perdida e sem encontrar um caminho pra seguir, apesar das minhas orações eu continuo seguindo pra lugar nenhum.Gostaria de ter um Mestre físico pra que me orientasse, embora já tenha um, Jesus Cristo.Ainda assim me sinto vazia, frustada e perdida.O que fazer?O que me falta?Que Deus ilumine a todos!

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