Índigos (Vídeo)

Buscam a humanização e a recuperação das mentalidades terrestres, transformadores sociais, que visam quebrar as instituições, impostas da maneira que são aceitas pela sociedade.  

Preparadas na espiritualidade, estão nascendo por toda parte. Sua missão é ajudar a construir um mundo novo. Questionadoras, percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos e os enfrentam de igual para igual, sem temer rejeições.

Introdução aos índigos (Nancy Ann Tappe , entrevistada por Jan Tober) (Parte 2)

Todas as cores físicas que existem na humanidade deverão desaparecer nos próximos 20 anos, com exceção do vermelho. Sobram apenas as mentais, como o castanho

,o amarelo e o verde e também as cores espirituais, que são o azule o violeta. Os índigos humanistas estão substituindo o amarelo e o violeta; os conceituais, o castanho , o verde e o violeta ;os artísticos , o azul e o violeta e os interdimensionais , apenas o violeta , que está presente em todos os níveis.

E todos serão intuitivos?

Posso ilustrar a resposta com uma história que ocorreu hoje pela manhã. Uma amiga minha tem um neto de 4 anos, que se chama Zachary. Viajou parar Santa Bárbara para fazer uma visita e enquanto estava na cidade levou a nora e o neto para jantar fora. A mãe está sempre se gabando das notas do filho na escola, do seu desempenho nas aulas de natação e dos comentários dos professores sobre o quanto o garoto aprende rápido e do fato de não ter medo de coisa alguma.
Os 3 foram a um bom restaurante , e o garoto estava ansioso para medir um mousse de chocolate após o jantar.Trouxeram a sobremesa e a colocaram no centro da mesa. Ele riu pegou a taça e começou a comer.
Enquanto isso sua mãe perguntou:”Zachary,você sabe o que significa ser destemido?”Ele parou de comer e arqueou as sobrancelhas e disse: “Sei sim“.
“O que é então?”,ela perguntou
“Eu acredito em mim mesmo” foi a resposta.
O garoto tem apenas 4 anos , mas sua resposta não deixa dúvidas. Essas crianças acreditam em si mesmas. Se alguém tenta convencê-las de que estão fazendo algo errado por acreditarem em seus próprios princípios , logo percebem que a pessoa não sabe o que está dizendo. Por isso , minha sugestão é que os pais estabeleçam limites sem dizer-lhes diretamente “Não façam isto”. Em vez , digam : “Por que você não me explica por que quer fazer isto?,”Vamos conversar sobre o assunto?”. Quando a criança responder o que acha que pode acontecer, pergunte : “E como você vai lidar com a situação?”. E ela te dirá como pensa que pode
lidar com isso. Mas isso só funciona com os índigos enquanto são pequenos,os mais velhos não aceitam este tipo de diálogo , a não ser o do tipo humanista.

Mas o que você qualifica como pequenos?A que idade se refere?

Devemos conversar abertamente com eles a partir do momento que começam a balbuciar as primeiras palavras e ouvir o que têm a dizer.

Mas e enquanto são bebês?

Pode-se fazer da mesma maneira. Basta conversar com eles e prestarão atenção em você. Diga : “Vou trocar sua fralda pra você não ficar irritado. Assim você não vai chorar , vai ficar contente e eu também , Vamos lá?”

Você mencionou um aspecto interessante: tratar estas crianças como se fossem adultos a partir do momento em que começam a falar.

Esse tipo de criança não aceita ser tratada como menos inteligente ou incapaz. E não respeita as pessoas simplismente porque são mais velhas. É preciso conquistar o respeito de um índigo.

Gostaria de acrescentar alguma informação sobre este aspecto?

O principal é: ouça-os. Em vez de tentar impor sua autoridade, siga a intuição. Deixe a criança pedir aquilo de que necessita. Explique o motivo de conceder ou não o que ela quer. Na verdade, tudo o que temos a fazer é conversar com elas, pois as crianças índigo são muito sinceras.

Ou seja , temos de estar presentes e ouví-las.

Sempre. E se perceberem que alguém cometeu algum tipo de abuso em relação a elas, contam tudo aos professores na escola ou direto para a polícia.Você já deve ter ouvido falar de casos de crianças que salvaram os pais chamando os bombeiros ou a polícia nos últimos anos. São as mesmas que, quando sofrem algum tipo de agressão ,vão direto às autoridades.

Costumo brincar dizendo que existe uma “ponte de arco-íris” entre nós e elas

É verdade. Refiro-me sempre a eles como a ponte da terceira para a quarta dimensão. A terceira dimensão é a dimensão da razão ,do pensamento, já a quarta é a do ser completo. Falamos muitas vezes de conceitos como amor, paz, felicidade… porém raramente os colocamos em prática. Na quarta dimensão, teremos oportunidade de ver isto acontecer. Mas já estamos melhorando e começando a ver que as guerras são algo totalmente sem sentido e que ao matarmos as outras pessoas estamos matando a nós mesmos. Essas crianças já sabem de tudo isso.
Em minha primeira palestra sobre crianças índigo, os pais levaram seus filhos. Babás foram contratadas e ficaram com elas durante o evento.. Na parte da tarde, elas foram trazidas para o auditório para interagir com os pais e fazer perguntas.
Havia uma máquina de escrever daquelas das antigas em um armário no chão e colocamos no chão e espalhamos objetos ao redor. Não tínhamos um computador disponível , mas como eu disse, essas crianças são voltadas para tecnologia e acabaram datilografando na máquina. Uma experiência bem interessante. Enquanto uma delas brincava com a máquina, outra se sentava ao lado e observava. Depois de algum tempo, a que estava brincando se levantava e a que estava esperando tomava o seu lugar. Então uma outra vinha do meio delas e observava. Todas vieram observar e depois brincar como se estivesse em fila, mesmo sem haver qualquer tipo de fila.

É verdade estas crianças índigo não gostam de fila?

Sim , os pais perceberam isto. E outro detalhe interessante é que das 15 crianças que estavam no auditório, apenas um foi se sentar no colo dos pais. O restante não prestou a menor atenção neles.

E que ano foi isto?
Em 1984. Essas crianças só desejam ser respeitadas e tratadas como seres humanos,sem diferença de idade. Há um história bastante engraçada sobre meu neto.
Minha filha não o deixava brincar com armas de brinquedo ou com qualquer tipo de jogo que envolvesse guerra. E também não lhe dava brinquedos eletrônicos. Mas um dia quando ele ainda tinha 3 anos , eu estava no banheiro enrolando meus cabelos e tinha 2 secadores sobre a pia. Ele pegou o que estava desligado e apontou em minha direção e disse: “BANG-BANG”
Eu apontei para ele e respondi: “Bang-Bang-Bang”. Começamos a correr pela casa e brincar. Minha filha disse: “Mãe, não brinque com ele assim”.Eu respondi: “Foi ele quem começou e saí correndo. Quando ele estava com 8 anos ele me disse: “Vovó, sabe o que quero de natal , um videogame”.Minha filha me olhou com um ar muito sério e disse:”Nem pense nisso”. Eu ri e fiquei pensando: “Ele é meu neto e me pediu um presente, ela vai entender”.Antes de ir embora da cidade onde eles moram , comprei um videogame e deixei pra ele. Ela me telefonou 2 meses depois e disse: “Mãe,quero lhe agradecer por ter dado o videogame a Colin” , ela explicou que não estava brava, pois percebeu que tinha apenas de controlar aquela situação .Minha filha começou a “vender” horas de videogame pra ele.Todas as vezes em que ele fazia a lição de casa ele ganha um número de horas pra jogar.E como ela estava recebendo bilhetes dos professores informando que ele não participava das aulas, negociei um número ainda maior de horas se ele começasse a cooperar com os professores e tirar notas melhores.Cada nota ruim seriam menos tempo no videogame. Seu comportamento se modificou. Ele passou a chegar em casa,fazer as lições e ainda perguntava se eu queria que ele fizesse mais alguma coisa.Seu conceito em matemática subiu de D para A.

O que aconteceu com Colin????
É o melhor aluno da sala agora.Vem até me perguntar se preciso de ajuda. Muitas pessoas falam que internet é ruim e tem conteúdo impróprio e perigoso para crianças. Mas se os pais falam abertamente com as crianças e explicam o que não devem fazer e porque, elas aprendem a evitar armadilhas. São crianças muito inteligentes. Mas também fazem escolhas erradas quando estão  carentes, assim como nós.
POR ISSO SE LHES DAMOS CARINHO E ACOMPANHAMENTO, ELES NÃO TÊM COMO ERRAR.SÃO CRIANÇAS MUITO ESPECIAIS.

MAS SERÁ QUE ISSO É MESMO VERDADE?

Talvez você não acredite em pessoas que “veêm” cores. Apresentamos então alguns relatórios e resultados de pesquisas de alguns professores doutores universitários e de ensino fundamental.
A classificação estabelecida por Ann Tappe, quanto aos tipos de índigo é semelhante dos profissionais da área? A doutora Barbra Dillenger afirma que sim.
Barbra Dillenger,Ph.D é conselheira. Especialista em relações humanas, seu trabalho consiste em ajudar as pessoas a perceber  melhor o sentido e as lições que a vida tem a oferecer. Concorda que a humanidade esteja passando por mudanças e sabe que a “classificação por tipos” nos ajuda a entender melhor a nós mesmos.

Introdução aos índigos (Nancy Ann Tappe , entrevistada por Jan Tober (Parte 1)

Nancy , você foi a primeira a identificar e a escrever a respeito do fenômeno índigo em seu livro Understanding your life through color (entendendo sua vida através da cor)

O que é uma criança índigo e porque esta designação?

Eu as chamo de índigo porque esta é a cor que eu “vejo” ao redor deles .

Como assim ?

Cada pessoa emite uma cor que identifica sua missão ma vida. Consigo ver esta cor e por meio dela saber qual é a principal missão no planeta , ou seja, o que veio aprender e fazer aqui. Nos anos 80 imaginei que mais 2 cores viriam, pois fúscia e magenta estava desaparecendo.Fiquei muito surpresa quando encontrei uma pessoa que emitia a cor fúscia em Palm Springs , pois tinha ouvido dizer que tal cor havia desaparecido no começo dos anos 90. Sabia que novas cores surgiriam , mas não sabia quais , até que encontrei um índigo.Estava na UNiversiddade de San Diego fazendo pesquisa sobre os perfis e um psiquiatra chamado McGreggor estava comigo. Outro médico estava conosco também , ele trabalhava num hospital infantil e o que me chamou atenção foi o fato de sua esposa ter tido um filho , embora não pudesse engravidar. A criança tinha nascido com problemas cardíacos e pediu para dizer o que eu “via” nela. Foi quando percebi que umas das novas cores do sistema era índigos. A criança morrreu seis semana depois , mas foi quando comecei a pesquisar melhor o assunto. Deixer de lecionar em San Diego em 1975 e não tratei mais do assunto até 80 , quando comecei a escrever meu livro. Foi um trabalho de 2 anos. Comecei a pesquisar o processo de classificação  e da personalogia, porque, nesta altura , tínhamos algumas crianças com 5 , 6,7 anos que podíamos observar . A única coisa que sabiam era que não tinham a mesma “programação de  vida” que normalmente temos. E até hoje não tem . Os índigos passam por uma grande mudança por volta dos 26 , 27 anos, quando passam a ter noção de sua missão na Terra . Começam a ter uma visão cada vez mais clara do que vieram fazer aqui , e seguem seu ideal até se tornarem mais velhos e poderem concluí-lo. É como se o futuro dependesse de nós.

Parece haver muito interesse e necessidade por parte das pessoas em saber sobre os índigos
Concordo. As pessoas ainda não os entendem . São crianças com habilidades que vão além do mental e emocional .Agem como computadores e têm grande capacidade de visualização . Sabem que ppodem obter tudo o que conseguem classificar e dominam a tecnologia com uma facilidade impressionante. Aos 3 ou 4 anos essas crianças conhecem melhor os computadores do que adultos de 65 . Conseguem visualizar o que irá acontecer em termos tecnológicos daquia 10 anos, coisa que ainda nem sonhamos em fazer. Acredito que estas crianças vieram parar romper fronteiras e que chegaremos ao ponto em que todo o trabalho humano será realizado mentalmente.

Concordo com você.
Eles tem um objetivo de vida específico, mas creio que em muitos casos o treinamento e as restrições  a que são submetidas acabam levando-as até a se matar .E acredito em paradoxos. Temos de ter as trevas e a luz para poder escolher , pois sem elas não existe crescimento . Se fôssemos meros robôs seguindo ordens , não haveria livre-arbítrio , alternativas ou qualquer motivo que justificasse a vida. Sei que pareço estar divagando , mas vou explicar . Costumo dizer  aos meus alunos que se quisermos descobrir como as coisas se iniciaram, podemos tomar como base o que está no própria Bíblia , “NO PRINCÍPIO , DEUS CRIOU O CÉU E A TERRA … SEM FORMA E VAZIA ; HAVIA TREVAS SOBRE A FACE DO ABISMO … E DISSE : HAJA A LUZ . Deus criou o bem e a luz , mas não as trevas. Elas sempre existiram . Seu processo de criação baseou-se no processo de separação dia e noite , luz e trevas , céu e terra … Separou o homem  da mulher , criando macho e fêmea . A criação nada mais foi que a separação dos elementos para que houvesse escolha , pois sem ela não existiria evolução .Por issso vivemos situações extremas , especialmente nesta dimensão. Convivemos ao mesmo tempo com o mais sagrado e o mais cruel, tentando nos manter em meio-termo e aspirando a ser bons , mas ainda cometendo muitos erros. Entretanto , começo a  ver os extremos se integrando ,tentando estabelecer um equilíbrio .Todas as crianças que mataram colegas na escola ou seus próprios pais , com as quais pude ter contato eram índigos. E apenas um era do tipo humanista. O resto era conceitual. Isso é interessante. Todas essas crianças que matam sã índigos? Isso quer dizer que eles tinham uma visão clara da sua missão , mas algo entrou em seu caminho e elas quiseram se livrar do que imaginavam como obstáculo?Eles não têm medo porque sabem quem são.Eles acreditam plenamente em si mesmos.
Passemos a outra questão .

Quando foram identificadas as primeiras crianças índigos e qual a porcentagem atual do nascimento desse tipo de criança ?

Pelo que pude observar , mais de 80% das crianças com menos de 10 anos no mundo de hoje pertence a categoria índigo. Não posso precisar quando começaram a nascer , apenas quando percebi o fato .  Meu livro foi publicado em 1986 ,  mas meu primeiro contato com índigos foi em 82. Já sabia da existência deles , mas ainda não tinha conseguido estabelecer um padrão. Somente em 85 pude fazer essa classificação.

Você diz que há tipos diferentes de índigos. Quais são eles e quais suas características? Constatei em minhas pesquisas 4 tipos e cada um com uma missão :

HUMANISTAS:

São do tipo que trabalha com as massas. Serão os médicos , advogados , professores , vencedores , executivos , e políticos de amanhã. Hiperativos e extremamente  sociáveis, conversam com todos , são sempre muito simpáticos e têm opinião própria. Podem agir de maneira estranha , pois sendo hiperativos acabam às vezes batendo contra uma parede , por exemplo , por se esquece de parar. Não conseguem brincar com um brinquedo apenas. Têm de tirar todos do  armário , nem que seja só para ficar olhando para eles . São do tipo que precisa ser constantemente lembrado de seus deveres,, como organizar seu quarto , pois são capazes de iniciar a limpeza, mas , ao verem um livro , sentam-se para ler , ficam completamente distraídos e se esquecem do que estavam fazendo . Aliás , os humanistas são os leitores vorazes. Ontem eu estava em um avião e um índigo de 3 anos estava fazendo barulho ao meu lado  até que sua mão lhe entregou o folheto de regras de regras de segurança para ele ler.Ele parou , sentou-se , abriu o folheto e começou a olhar as figuras com o ar muito sério como se estivesse lendo o texto com muita atenção. Ficou logo ali quieto durante uns cincos minutos. Obviamente não conseguia ler , mas parecia mesmo estar. É tipo índigo humanista

CONCEITUAIS:

Interessam-se mais por projetos do que por pessoas. Serão os engenheiros , arquitetos ,designers , astronautas , pilotos e oficiais militares do futuro. Normalmente crianças de porte atlético e grande. Tendem a controlar situações e pessoas , especialmente suas mães, se forem meninos e seus pais se forem meninas.. E quando conseguem , podem ter grandes problemas . Este tipo de índigo tem propensão ao vício ,principalmente durante sua adolescência. Os pais precisam monitorar de perto o comportamento  deste tipo de criança, especialmente quando parecem estar tentando esconder alguma cooisa. Quando dizem “não quero que entrem em meu quarto” é porque há algo errado.

ARTÍSTICOS:

Costumam ser mais sensíveis e mais acanhados em estatura do que outros tipos. São muito criativos e serão provavelmente professores ou artistas. Tudo o que fazem envolve criatividade. Se estudam medicina , por exemplo , podem acabar sendo cirurgiões ou pesquisadores. Quando decidem estudar teatro, tornam-se excelentes atores, Entre os 4 e 10 anos , costumam-se a interessar pelos mais diferentes tipos de arte , mas apenas por cinco ou dez minutos , deixando-os de lado para procurar outros. Costumo assemelhar as mães deste tipo de índigo que gosta de música a nunca comprar  instrumentos para eles, mas sim alugar. Eles podem tocar 5 ou 6 instrumentos diferentes , mas somente na adolescência decidem entre um deles.

INTERDIMENSIONAIS:

São fisicamente mais desenvolvidas que os outros índigos e já aos 2 anos respondem a tudo dizendo : “Eu sei e posso fazer sozinho . Deixe-me em paz”. Tirarão novas filosofias e religiões ao mundo . Podem ser briguentos por causa do seu tamanho e por não se encaixarem na sociedade como os outros tipos.

Todas estas cores físicas que existem atualmente na humanidade deverão desaparecer nos próximos 20 anos , com exceção do vermelho. Sobram apenas as mentais, como o castanho, o amarelo e o violeta; os conceituais, o castanho , o verde e o violeta  ;os artísticos , o azul ,violeta e os interdimensionais, apenas o violeta, que está presente em todos os níveis.

Em breve a segunda parte!

Índigos e Cristais por Divaldo Pereira

Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo: O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.

Espiritismo Responde – Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?

Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.

Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.

As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).

O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.

Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.

As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.

A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?

Divaldo – Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.

A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças…

Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.

Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.

A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.

Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.

A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.

Daí é necessário muito cuidado.

Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.

Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.

As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.

ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?

Divaldo – Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.

Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.

Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento… Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?

Divaldo – Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.

Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.

Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.

Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.

É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.

ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?

Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.

O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.

Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.

Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante… Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.

ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?

Divaldo – Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.

Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.

São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.

A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.

Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.