Estágios na transformação do EU INFERIOR (Livro – Transformando Sofrimento em Alegria – Sri Prem Baba)

Pergunta- Durante o retiro na semana passada, vi tão claramente e senti que realmente compreendi como o eu inferior opera. Agora voltei a um estado onde fica mais difícil identificar os falsos eus. A percepção que tive naquele dia me pareceu esmagadora, mas agora sinto falta da clareza que tive ao ver o meu verdadeiro trabalho interior. Como posso estabelecer a clareza permanente, para poder identificar e renunciar aos meus falsos eus?

Prem Baba – Este esquecimento é um fenômeno natural do processo de purificação. Você poderá se lembrar e se esquecer (ver ou deixar ver) muitas vezes ainda. Vamos fazer uma pequena revisão de alguns importantes pontos relativos à esfera do ABC da espiritualidade – o nome que dou para o processo de purificação e transformação interior.

Existem vários estágios da evolução da consciência. No primeiro estágio a entidade humana encontra com sua consciência objetiva adormecida. Nesse estado a entidade é dominada por impulsos inconscientes, tanto positivos como negativos – ala é simplesmente levada. Portanto, ela está a mercê do que tenho chamado de “eu inferior”, esse aspecto da personalidade que sabota a felicidade; um conjunto de mecanismos de defesas criado para proteger a entidade dos choques de dor, e que dão origem aos pactos de vingança e ao círculo vicioso do sadomasoquismo em todas as suas manifestações; Por exemplo: ao sentir ciúme, você é tomado por ele, ao sentir inveja, você é tomado por ela. E, estando tomado pelo ciúme, a consciência objetiva não está presente. Que é você? O ciúme, a inveja. Nesse momento você fica completamente identificado com aquela partícula de eu inferior. Estar identificado significa tornar-se aquela partícula- você é aquilo. Nesse estágio, muitas vezes a entidade sente raiva por ser assim, mas não consegue fazer nada a respeito. Ela se odeia, mas não consegue imaginar a possibilidade de ser diferente, porque essa possibilidade nem passa pela sua consciência.

No segundo estágio do desenvolvimento da consciência ( o primeiro estágio do processo de despertar), a entidade começa a perceber que não é o impulso que está passando por ela, e que o eu inferior não é sua realidade final. Ela é tomada pelo ciúme, mas sabe que vai passar. Ela sabe que o ciúme, o medo, a raiva, o orgulho são apenas visitantes que foram convidados por algum motivo, mas que logo vão embora. Nesse ponto, é possível criar um distanciamento, para poder observar seus eus trabalhando através de você. Então você vai evoluindo nesse estágio, a ponto de perceber que está tomado por eles, mas sabendo eu eles não são sua realidade final.

Você amadurece para o terceiro estágio da evolução da consciência, quando pode escolher dar passagem ou não para aquela manifestação do eu inferior. Por exemplo: você está tomado pelo eu do orgulho que quer ter sempre a última palavra; que está sempre defendendo seu ponto de vista e tentando provar que sua verdade é melhor que a do outro. Se você já identificou este aspecto do seu eu inferior, ao perceber que ele está começando a se manifestar, você escolhe fazer diferente. A escolha é a principal ferramenta utilizada no processo de redirecionamento dos vetores da vontade.

A sua questão diz respeito a esse estágio, no qual você faz uso da vontade para escolher agir de outra maneira. O que aconteceu foi que, ao escolher agir de outra maneira, as resistências do eu inferior vieram com toda a força, e você agora tem a impressão de ter perdido a compreensão que o ajudava a manter essa escolha. Mas, tenha calma; a clareza voltará assim que as defesas baixarem. Assim é – a vida se move como uma senóide; às vezes você está no topo da onda, às vezes está no vale. Quando estiver no vale, não brigue com você mesmo, apenas relaxe. Em pouco tempo você sobe novamente.

Essa fase é como uma batalha. Você está tentando resgatar seu trono, nesta batalha você precisa de firmeza, determinação, disciplina e ao mesmo tempo, muita gentileza para lidar com seu eu inferior. Também é preciso bom humor para lidar com ele. Se você caiu hoje, tudo bem, amanhã haverá outra chance, pratique isso e mais adiante poderá testemunhar a vida, assistindo a água correr.

O quarto estágio é a interação daquele impulso ou aspecto do eu inferior, o que significa a transmutação, a transformação desse eu. Você é iluminado pela luz da compreensão que traz a percepção da relação de causa e efeito, ou seja, você compreende de onde veio este impulso e porque ele veio. Nesse ponto, ocorre a liberação dos sentimentos negados que davam sustentação para tal impulso ou padrão destrutivo. Acontece uma alquimia: o orgulho se transforma em humildade, a luxúria em devoção, o medo em confiança… Essa é a essência do trabalho de purificação ao qual me refiro com frequência. Purificação é quando ocorre a integração dos aspectos do eu inferior.

Certa vez li uma metáfora descrita por um Lama Tibetano, que comparava o processo de evolução da consciência à seguinte situação: Você está caminhando numa calçada e cai num buraco. Ali você permanece por muito tempo, até que encontra uma forma de sair. Você não tem ideia de como caiu e nem por quê. Em outro dia, você está passando pela mesma calçada e cai no mesmo buraco – dessa vez, você começa a observar porque caiu nele, e já sabe como sair dele. Então na próxima vez, você caminha pela mesma calçada, cai no mesmo buraco, mas sai rapidamente. Até que, um dia, você está caminhando pela mesma calçada e para antes de cair no buraco.

Eu costumo dizer que o processo de purificação está completo somente quando você anda pelo outro lado da calçada, ou por outra rua. As palavras são muito pequenas para descrever a vida. Eu aqui estou tentando descrever um processo que está além das palavras. Compreenda que esses estágios da evolução se interpenetram. É possível que, em determinada área da vida ou em relação a algum aspecto do eu inferior, você esteja no quarto estágio, mas, em outros esteja no primeiro. E também é possível que, no mesmo aspecto, você se mova de um estágio para o outro. Eu estou apenas lhe oferecendo um mapa para você se localizar em sua jornada com mais facilidade.

Aos pés do Mestre – Discernimento (KRISHNAMURTI)

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Esta semana comecei a ler um livro muito interessante chamado “Aos pés do Mestre”, um excelente guia para os buscadores da senda do AMOR. Neste livro, Krishnamurti diz que são necessárias quatro qualidades para seguir no caminho da senda do AMOR.

A primeira dessas qualidades é o DISCERNIMENTO, vulgarmente tomado no sentido da distinção entre real e o irreal, que conduz o homem para a Senda. É isso, mas é muito mais ainda e deve ser praticado – não somente no começo da Senda, porém a cada passo que nela diariamente se dá, até o fim. Entras para a Senda porque aprendeste que somente nela se podem encontrar as coisas dignas de aquisição. Os homens que não sabem trabalham para adquirir riqueza e poder, porém esses bens são, quando muito, para uma vida somente e, portanto, irreais. Há coisas maiores do que essas – coisas reais e duradouras; quando as tiveres visto uma vez, não mais desejarás as outras.

Em todo o mundo há somente duas espécies de pessoas – as que sabem e as que não sabem, e o conhecimento é o que importa possuir. A religião de um homem e a raça a que pertence não são coisas de importância; o que é realmente importante é o conhecimento, o conhecimento do plano de DEUS para os homens. Pois Deus tem um plano e esse plano é a Evolução; quando o homem tiver visto esse plano e realmente o conhecer; não poderá deixar de cooperar nele, integrando-se nele, tal a sua glória e beleza. Assim, pelo fato de possuir o conhecimento, o homem está ao lado de Deus, firme e resistente ao mal, trabalhando pela evolução sem fins pessoais.

Se está do lado de Deus, é um dos nossos, não tendo a mínima importância se ele se diz hinduísta, budista, cristão ou maometano, ou se é hindu, inglês,chinês, russo. Os que estão ao lado de Deus sabem por que aí se acham, sabem o que têm a fazer e tentam cumpri-lo; todos os demais não sabem ainda o que têm a fazer e, por isso, frequentemente agem de modo insensato, imaginando caminhos para si próprios, os quais lhes parecem agradáveis, não compreendendo que todos são um e que, portanto, só aquilo que o UNO quer pode realmente ser agradável a todos. Seguem o irreal em vez do real. E, enquanto não aprendem a distinguir entre ambos, não se colocam ao lado de Deus e eis porque o discernimento é o primeiro passo a dar.

Todavia, mesmo depois de feita a escolha, deves lembrar-te de que no real e no irreal há inúmeras variantes, e o discernimento ainda deve ser exercido entre bem e mal, entro o importante e o não importante, entre o útil e o inútil, entre o verdadeiro e o falso, entre o egoísta e o desinteressado.

Entre o bem e o mal não deveria ser difícil escolher, pois os que desejam seguir o Mestre já se decidiram seguir o bem a todo o custo. Porém, o homem e o seu corpo são dois, e a vontade sempre está de acordo com a do corpo. Quando o teu corpo desejar alguma coisa, para e considera se tu realmente desejas isso. Pois tu és DEUS e só queres o que DEUS quer; necessitas, porém, penetrar fundo em ti mesmo, para encontrares DEUS em teu interior e ouvires a sua voz que é a tua voz. Não confundas os teus corpos contigo mesmo, nem o teu corpo físico, nem o astral, nem o mental. Cada um deles pretende ser o EGO a fim de obter o que deseja. Precisas, porém, conhecê-los todos, e conhecer-te a ti mesmo como seu possuidor.

Quando há um trabalho a fazer, é quando o corpo físico quer descansar, passear, comer e beber; o homem que não sabe diz a si mesmo: ” Eu quero fazer essas coisas e preciso fazê-las”. Mas o homem que sabe diz: “Quem quer não sou eu; portanto espere um pouco”. Frequentemente, quando há oportunidade de auxiliar alguém, o corpo insinua: “Que aborrecimento me trará isso: deixemos que outro qualquer tome o meu lugar”. Porém, o homem que sabe lhe replica: “Tu não me impedirás de praticar uma boa ação”.

O corpo é teu animal, o cavalo que montas. Deves, portanto, tratá-lo bem, cuidar bem dele, não estafá-lo, alimentá-lo convenientemente e mantê-lo perfeitamente limpo, internamente e externamente. Deves ser sempre tu quem o domine, e não ao contrário.

O corpo astral tem seus desejos- quererá ver-te encolerizado, ouvir-te dizer palavras ásperas, que sintas ciúmes, que sejas ávido por dinheiro, que inveje os bens alheios e cedas ao desânimo. Quererá todas essas coisas, não porque deseje prejudicar-te, mas porque lhe aprazem as vibrações violentas e gosta de mudá-las continuamente, Tu, porém, não desejas nenhuma dessas coisas; portanto, deves distinguir os teus desejos dos de teu corpo astral.

O teu corpo mental deseja te manter orgulhosamente separado; quererá que penses muito em ti mesmo e pouco nos outros. Mesmo quando o tiveres desviado das coisas mundanas, tentará ainda especular acerca de ti próprio, fazer-te pensar no teu próprio progresso em vez de pensares na obra do Mestre e em auxiliar os outros.

Por muito sábio que sejas, muito terá ainda que aprender na Senda, Deus tanto é sabedoria quanto AMOR e, quanto mais sábio fores, mais ELE se manifestará por seu intermédio.

O teu pensamento acerca dos outros deve ser verdadeiro, não penses a seu respeito aquilo que não saibas. Não suponhas que os outros estejam sempre pensando em ti. Se um homem faz alguma coisa que julgas poder prejudicar-te, ou diz algo  que parece ser-te dirigido, não suponhas imediatamente: “Ele pretende ofender-me”. O mais provável é que ele nunca pense em ti, pois cada alma tem suas próprias preocupações e seus pensamentos não giram, na maioria das vezes, em torno de si próprio. Deve também sr verdadeiro no falar, exato e sem exageros. Se ouvires uma narrativa contra alguém , não a repitas, pode não ser verdadeira e, ainda que o seja, é mais bondoso nada dizer. Pensa bem antes de falar a fim de não caíres em inexatidões.

Sê verdadeiro na ação; nunca pretendas parecer senão aquilo que és, pois todo fingimento constitui um obstáculo à pura luz da verdade, que deve brilhar através de ti como a luz do Sol através de um vidro transparente.

Deves ainda utilizar o discernimento de outra maneira: aprende a distinguir a DEUS que está em todos e em tudo, por pior que seja a sua aparência exterior. Podes ajudar o teu irmão pelo que tens em comum com ele- A VIDA DIVINA. Aprende a despertar nele esta vida, aprende a invocá-la nele, assim o salvarás do mal.

Chama Crística (LIVRO)

152aRamatís é porta-voz dos conhecimentos milenares da chamada Sabedoria Secreta, que os Dirigentes Planetários desejam devolver gradualmente à consciência da humanidade, num grande projeto que envolve todas as correntes espiritualistas.
Em “Chama Crística”, ele estabelece a conexão dessa Sabedoria Oculta com suas fontes originais: a Lei Maior Divina – Aumbandhã ou Conhecimento Integral – trazida de outros mundos siderais, e presente no planeta desde as mais antigas raças. Revela particularidades desses exilados de outras constelações e sua trajetória no planeta, após a chegada na Atlântida.
Para tanto, revive sua condição de antigo Mestre Atlante, mostrando as técnicas sutis com que essa Magia Divina dos Templos da Luz continua a operar no Plano Astral, junto com médiuns encarnados, no resgate dos sofredores e líderes das trevas.
Dos arcanos dessa Ciência Secreta, nos transmite noções de Física Cósmica, chacras siderais e buracos negros, campos dimensionais e eixo planetário. Detalha a magia do magnetismo curador, dos enxertos ectoplásmicos, da fitoterapia astral, dos Quatro Elementos, e da antiga medicina Ayurvédica da Índia.
Entre múltiplos ensinamentos e revelações, ele sublinha o Universalismo, base da nova consciência planetária: “A espiritualidade é universalista, crística, não existindo do lado de cá sectarismos, seitas ou religiões, dogmas ou ritualismos exclusivistas.
Esta nova obra de Ramatís, de conteúdo inovador como sempre foi sua caracteristica, fará o leitor reencontrar-se com o estilo peculiar que traz o “toque do Mestre”, que assim inicia uma nova espiral de revelações para a Era de Aquário.

Tambores de Angola (LIVRO)

O livro conta a história de Erasmino, que sofre obsessão grave de entidades maléficas. A ajuda vem de sua mãe, que desesperada com a situação do filho o conduz a um centro de Umbanda, sobre o qual ela também desconhece. Nessa parte do livro, é explicada toda a origem da Umbanda, seus fundamentos e rituais, dando-se ênfase aos Pretos Velhos. Através do tratamento a Erasmino a equipe espiritual localiza o reduto do mal. Que é um “prédio” todo equipado e ocupado por espíritos que cobram e trabalham para espíritos resolutos na intenção de vingança, obsediando as pessoas. Então é traçado um plano pela equipe para destruir esse “prédio”. E com a ajuda dos Exus, Pretos Velhos e muitas outras entidades, todos comandados pela preta velha vovó Catarina, conseguem destruí-lo encaminhando muitos espíritos à Senda do Bem.