Ayahuasca – Caçador de Mim

Excelente palestra, enfatizando os infinitos benefícios do chá Ayahuasca.
A planta de Poder é um presente do Divino que proporciona uma maravilhosa conexão conosco, natureza e o Infinito Universo em Expansão.
Divinize-se!

Anúncios

O que é a Ayahuasca?

A Ayahuasca é uma bebida psicoativa milenar utilizada ritualisticamente por diversas culturas ao longo do tempo. Constitui-se em um líquido ocre-amargo preparado a partir da cocção de um cipó, de nome cientifico Banisteriopsis caapi, comumente conhecido como Mariri ou Jagube e das folhas de um arbusto cujo nome científico é: Psychotria viridis e que é comumente conhecido como Chacrona ou Rainha; plantas estas naturais da Floresta Amazônica. Seu uso ritual remonta à pré-história e atualmente encontra-se difundido por diversas partes do Brasil e do Mundo.

Ayahuasca é uma palavra de origem quíchua. Aya quer dizer pessoa morta, alma, espírito e, huasca significa corda, liana, cipó. Assim poder-se-ia traduzir Ayahuasca em português como corda (liana, cipó) dos espíritos (da alma, dos mortos). Existem ainda outras traduções para o termo como: vinho da alma; o termo é um dos mais utilizados para designar esta bebida psicoativa. Existem, porém, dentro dos diversos contextos culturais, outras nomenclaturas para esta bebida, como por exemplo: Caapi, Yagé, Kamarampi, Honixua, Natema, Hoasca, Vegetal, Daime, dentre outros.

A Ayahuasca constitui-se em um líquido ocre-amargo preparado a partir da cocção de um cipó, de nome cientifico Banisteriopsis caapi e das folhas de um arbusto cujo nome científico é: Psychotria viridis  plantas estas que existem naturalmente na Floresta Amazônica.
Figura 03. Psychotria viridis – planta da família Rubiácea, suas folhas são utilizadas na preparação da Ayahuasca.

Mas o que realmente é esta bebida, quais são seus efeitos? Para responder a estas questões, faz-se necessário levar em consideração duas perspectivas: a das ciências naturais – botânica e etnobotânica, farmacológica, bioquímica, etc; e uma segunda perspectiva, a das ciências sociais / humanas, como a Antropologia, Geografia Cultural e outras.

As disciplinas da primeira categoria tentam determinar a identidade das plantas com as quais a Ayahuasca é preparada, analisam seus constituintes químicos ativos, e descobrem a ação farmacológica que eles geram, além dos efeitos fisiológicos que produzem nos seres humanos. Os cientistas sociais, como é o caso do nosso estudo, pesquisam como a Ayahuasca é usada em várias sociedades e grupos, os caminhos desta cultura e sua abrangência.

Em relação à Ayahuasca, o trabalho científico mais importante que procurou estudar sua psicofarmacologia foi o trabalho organizado por Charles Grob (1996), com duração de dez anos e titulado de “Projeto Hoasca”, onde participaram 20 pesquisadores de diferentes áreas (psiquiatria, psicologia, química, botânica, medicina e outras) pertencentes a doze centros de pesquisa. Neste estudo foram avaliados quinze homens que freqüentavam o núcleo da União Do Vegetal (UDV) de Manaus-AM e que ingeriam regularmente a Ayahuasca há mais de cinco anos e quinze indivíduos que nunca haviam ingerido Ayahuasca, também do sexo masculino formando assim um grupo-controle. Estes indivíduos receberam uma avaliação psiquiátrica, uma avaliação de personalidade, uma avaliação da intensidade da experiência psicoativa e testes neuro-psicológicos. Estudou-se também a Ayahuasca, seus componentes bioquímicos, assim como as plantas ingredientes dessa bebida. Dentre outros resultados significativos, a pesquisa indicou que a Ayahuasca não causa dependência química/psicológica em seus usuários e que sua toxidade para o organismo humano é comparável com a do suco de maracujá, ou seja, o resultado da pesquisa indicou a inocuidade, a inofensividade dessa bebida. (LABIGALINI, 1998).

Banisteriopsis caapi – cipó utilizado na preparação do chá Ayahuasca

Psychotria viridis – planta da família Rubiácea, suas folhas são utilizadas na preparação da Ayahuasca.

Do ponto de vista farmacológico os constituintes químicos das duas plantas que formam a Ayahuasca parecem estar bem delimitados. A Banisteriopsis caapi contém derivados beta-carbolínicos da harmina, tetra-hidroharmina e harmalina como principais alcalóides. A outra planta presente na mistura, a Psychotria viridis, contém um alcalóide principal, a N-N-dimetiltriptamina (DMT).

O efeito psicoativo produzido pela Ayahuasca em seus usuários está relacionado com a DMT, substância de estrutura molecular semelhante à da Serotonina , presente na Psychotria viridis e que se for administrada isoladamente por via oral é inativada pelas enzimas monoaminoxidases (MAO) existentes no corpo humano. A Ayahuasca, sendo assim, só é ativa por ser uma mistura das duas plantas, na qual os componentes beta-carbolínicos do Banisteriopsis caapi possuem um forte efeito inibidor das MAO, permitindo que a DMT permaneça ativa no organismo humano. Ou seja, um chá preparado somente do cipó ou das folhas separadamente, não teria efeitos psicoativo no organismo humano, somente as duas plantas juntas geram esse efeito.

“A chacrona, (Psychotria viridis). contém: Alcalóide N-N-dimetiltriptamina (DMT), substância que tomada sozinha ou por via oral é inativa devido à atuação, monoaminoxidases-MAO. As análises mostram que, embora as beta-carbolinas (presentes no Banisteriopsis caapi) encontradas nos preparos estejam em doses demasiadamente baixas para mostrarem suas propriedades psicoativas, elas parecem desempenhar um papel na inibição da MAO, livrando assim o DMT de sua ação e permitindo-lhe manifestar suas propriedades psicoativas” (Monteiro, 2003: 10).

Estrutura molecular do alcalóide harmina encontrado no Banisteriopsis caapi e do N,N-dimetiltriptamina (DMT) encontrada na Psychotria viridis. Componentes principais da Ayahuasca. (Ao fundo espécies In natura das duas plantas)

Um fato interessante é que as duas plantas ingredientes da Ayahuasca não são comumente encontradas em mesmas regiões da floresta amazônica, podendo ser separadas por centenas de quilômetros de mata espessa. Isto leva-nos a indagar como sem conhecimentos farmacológicos, as populações pré-colombianas e indígenas realizaram esta combinação das duas plantas, entre um universo de milhares de espécies vegetais.

O universo místico que envolve o uso destas plantas é de difícil análise empírica, uma vez que envolve aspectos subjetivos e não cartesianos. (LABATE; ARAUJO, 2002).

Para o antropólogo Edward Macrae (2002), as plantas, que compõe a Ayahuasca, são tidas como sagradas e estão colocadas a serviço da comunidade que a usa, não possuem um caráter anti-social e representam um elo entre o universo profano e o sagrado. É uma das formas nas quais os homens penetram no mundo dos espíritos, no conhecimento esotérico.

Se por um lado a ciências naturais explicam os efeitos da ação farmacológica, e os efeitos fisiológicos que a Ayahuasca produz nos seres humanos, as ciências sociais / humanas, buscam compreender esse fenômeno na perspectiva da cultura em que ela se insere e analisar a manifestação do sagrado, no ato de beber ritualisticamente a Ayahuasca. Para a maioria das pessoas, alheias a estas culturas, é difícil compreender como se dá esse processo.

Nesse ponto começamos a observar que as propriedades da Ayahuasca transcendem as características bioquímicas para simbolicamente engrenar toda uma rede de significados, de acordo com a tradição cultural onde ela estiver sendo ingerida.

Entre as diversas tribos da bacia Amazônica, a Ayahuasca é percebida como uma poção mágica inebriante, de origem divina, que facilita o desprendimento da alma de seu confinamento corpóreo, voltando ao mesmo conforme a vontade e carregada de conhecimentos sagrados. Entre os nativos é usada para propósitos de cura, religião e para fornecer visões que são importantes no planejamento de caçadas, prevenção contra espíritos malévolos, bem como contra ataques de feras da floresta.

Observamos que as possibilidades de entendimento acerca do que é a Ayahuasca e quais são seus efeitos, são muitas, e se diferenciam de acordo com o contexto ritual e pessoal em que a Ayahuasca é ingerida.

FONTE: TÍTULO: O USO RITUAL DA AYAHUASCA: DA FLORESTA AMAZÔNICA AOS CENTROS URBANOS – Ano 2004. EMMANUEL G. CORREIA LIMA

Musicoterapia

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy)”

https://revolucaodosindigos.files.wordpress.com/2011/02/musicoterapia.jpg?w=300

Ouvir uma melodia pode ser um remédio tão eficaz quanto as fórmulas vendidas nas farmácias. A música faz um bem danado para o bem-estar e ainda auxilia no tratamento de muitas doenças — da asma ao câncer, passando por lesões cerebrais. Tudo cientificamente comprovado.

“A música atinge em cheio o sistema límbico, região do nosso cérebro responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade”, explica Maristela Smith, coordenadora da Clínica de Musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.Esse é ponto chave da musicoterapia: um método que usa o passado sonoro para tratar males de todo tipo. “Pacientes portadores do Mal de Alzheimer, por exemplo, resgatam aspectos da memória através de canções e sons de rotina”, diz a especialista.

Como funciona?

A Musicoterapia só pode ser realizada por um profissional graduado em Musicoterapia. Ela não é uma terapia alternativa como muitos pensam!! É uma intervenção terapêutica não-verbal, cujo objeto formal de estudo é o comportamento sonoro do indivíduo.

https://revolucaodosindigos.files.wordpress.com/2011/02/fotomusicoterapia2.jpg?w=300

As sessões podem ser individuais ou em grupo, uma ou duas vezes por semana; tudo irá depender do objetivo proposto para o processo terapêutico. Antes de iniciar o tratamento, o paciente irá passar por algumas etapas de diagnóstico como:

* Entrevista inicial – onde obtemos informações para o tratamento sobre “a história sonora” do paciente e a “Queixa Principal”
* Ficha Musicoterapêutica – onde colhemos dados sobre o mundo sonoro-musical do indivíduo, desde sua vida intra-uterina, suas preferências e recusas sonoras e musicais
* Testificação Musical, onde colhemos dados da manifestação sonoro-musical do paciente (o paciente irá tocar ou manipular o instrumento como desejar e qual desejar)
* Teste projetivo sonoro musical – onde verificamos a reação do paciente em relação a determinadas músicas / sons, com significados simbólicos pré- estabelecidos. Também avaliamos as capacidades e habilidades corporais, motoras e cognitivas do paciente antes de concluir o diagnóstico inicial.

Quais as doenças que o método pode curar?

https://revolucaodosindigos.files.wordpress.com/2011/02/melhores2008musica.jpg?w=253

* Educação especial
* Reabilitação
* Psiquiatria
* Geriatria
* Obesidade
* Depressão
* Fobia
* Ansiedade
* Stress
* Patologias
* Dificuldade de aprendizagem
* Acompanhamento às mães e pais no pré-natal; método “mãe   canguru”
* Estimulação essencial com bebês em escolas, creches e outras instituições
* Atendimento em escolas para crianças com T.D.H (hiper-atividade)
* Atendimento a deficientes mentais e sensoriais;
* A.V.C. (derrame)
* Clínicas e hospitais na área da saúde mental
* Assistência a deficientes em instituições de reabilitação
* Empresas como prevenção, favorecendo melhor desempenho dos funcionários
* Spas – auxiliando a redução de ansiedade.

Como age a musicoterapia nas emoções e na cura das doenças?

https://i1.wp.com/vmulher5.vila.to/interacao/149295/musica-cura-doencas-e-promove-bem-estar-101230-1.jpg Tecnicamente, a música demora menos de um segundo para ir do ouvido ao núcleo do aparelho auditivo. A informação musical é processada de forma hierárquica, desde o centro do córtex auditivo, até as zonas supramodais e multimodais. Estas zonas são responsáveis pela elaboração de diversas estratégias comportamentais e integram as informações sensoriais recebidas. A experiência musical nunca ativa uma única função cerebral. As funções ativadas são de Análise e Representação: reconhecimento do tom, melodia, ritmo, timbre, voz, notas, equivalência de oitavas; Expectação: repetição, cadência, tempo; Preferências e personalidade: consoante ao gênero, estilo, idade e cultura da pessoa; Emoções e Sensações: a música ativa o ritmo cardíaco, o tônus vascular, a libido, a função hormonal; Percepção Visual: controla a expressão facial, a linguagem corporal, a dança, a leitura de partituras, as sinestesias; Motricidade: dança, movimentos dos pés, canto, utilização de voz e instrumentos.
A música afeta inteiramente o homem, e é através do relacionamento com ela (a música) que a pessoa encontra uma forma para contornar o seu problema. A música, na musicoterapia é aplicada de diversas formas, e irá depender do objetivo clínico, e da orientação prática do musicoterapeuta. A pessoa poderá tocar, ouvir, dançar, desenhar, compor, improvisar ou até mesmo recriar a música. São formas muito lúdicas e significativas de experienciar a musicoterapia.

Muitas doenças podem ser oriundas de problemas psíquicos, mal resolvidos, ou até mesmo, a condição de “estar doente”, em geral, é muito difícil de ser superada. A música contorna esse problema, sendo uma força motivadora, geradora de mudança.

Como a música é usada para transmitir tranquilidade aos bebês?


A música é um meio pelo qual o bebê pode se acalmar, transmitindo tranquilidade, conforto e carinho, quando tocada por um cd ou cantada pela mamãe. O embalo do ninar, as vozes, a música cantada e o silêncio constroem o universo sonoro do bebê.

https://7f4uqq.bay.livefilestore.com/y1mCe8zJmUC_46FmZHJFAydOE-zYjhHuNkjoqYq5AklEWjqV4viDgSiwRAaT2UOxpD56jxL0O3fXek4oYjYPhPAMAegY-LBObhxJ_2fhVkGiZCWZfUy5_lKRyfGWBKCxbOYhdodZVsawDhFjRixQ0GIng/crianca-musica.jpg?psid

É preciso ficar atento aos níveis de ruídos próximos de bebês, quais sons lhe soam agradáveis, e outros que lhe soam desagradáveis. A atenção a esses que lhes soam agradáveis são o que transmite maior tranquilidade ao bebê.

Quando devemos procurar um Musicoterapeuta?

Todos nós passamos por dificuldades que necessitam de uma ajuda para resolvê-la. O musicoterapeuta irá ajudar a pessoa a resolver o seu conflito ou problema, de forma sistemática, ou seja, engajando o paciente em um processo adequado ao seu desenvolvimento, à sua necessidade, e a sua capacidade de elaborar alternativas saudáveis para a vida.

http://trampodiferente.files.wordpress.com/2007/11/hpim3859.jpg?w=516&h=295

– Musicoterapeuta: Sangar Vidal

Muitas vezes contamos com a ajuda de pessoas e amigos para superar momentos difíceis. Quando esta ajuda não está sendo o suficiente, e a situação parece indissolúvel, o tratamento musicoterapêutico pode ajudar a esclarecer os motivos das dificuldades e a forma com que podemos resolvê-las.

Algumas pessoas hesitam em se consultar com um psicólogo ou psiquiatra, por acreditar em resolver os problemas sozinhos, sentirem-se com medo ou vergonha para se consultar. A musicoterapia, neste caso, não carrega esta doutrina onde, no senso comum, muitas pessoas pensam que somente os loucos fazem terapia. Pela sensação agradável que a música traz, muitas pessoas optam por fazer este tipo de terapia, buscando prazer, satisfação pessoal, relaxamento, entre outros.

http://rickmiraldo.files.wordpress.com/2008/11/guitar001.jpg

A musicoterapia não trata somente com questões de relaxamento e satisfação, mas a relação da pessoa com a música trás estas sensações.

Psicólogos e psiquiatras freqüentemente atendem pessoas que passam por um momento de crise no relacionamento conjugal ou familiar, apresentam problemas de desempenho ou vivenciam um luto, mas muitas vezes, quando a pessoa busca ajuda, o problema possui uma raiz emocional muito forte, e em quase que todos os casos, acarretam perdas significativas na vida da pessoa.

O papel do musicoterapeuta consiste em analisar a história de vida da pessoa, a forma com que ela lida com a música, revelando assim traços da sua personalidade, e esclarecendo uma situação, dando suporte e acompanhando-a, a fim de auxiliar na superação de um problema ou dificuldade, desenvolvendo assim potencialidades e o crescimento pessoal da pessoa.

Musicoterapia:

Homeopatia

Homeopatia (do grego ὅμοιος + πάθος  ; transliterado hómoios + páthos = “semelhante” + “doença”) é um termo criado por Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) para designar uma terapia alternativa que se baseia no princípio similia similibus curantur (“os semelhantes curam-se pelos semelhantes”)

O que é a Homeopatia?

É um método de tratamento criado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, que se fundamenta na Lei dos Semelhantes, citada pelo Pai da Medicina Hipócrates no ano 450 a.C.

Samuel Hahnemann nasceu em Meissen, pequena cidade alemã em 1755. Formou-se em Medicina em 1779. De Hipócrates estudou os fenômenos vitais, de Paracelso o princípio a Similia Similibus Curantur e, de Platão a alma como causa da vida. Mas, foi estudando a Matéria Médica de Cullen, em 1790 que resolveu testar em si próprio as propriedades da China officinalis (retirada da casca de arbustos chamados Rubiáceas), indicada para curar febre por ser capaz de produzir febre. A cada dose ingerida um acesso de febre intermitente o assaltava. Este fato o impressionou de tal forma, que começou a registrar observações sobre o efeito das substâncias no corpo de outras pessoas, como continuou a fazer experiências no próprio corpo com diferentes medicamentos.Em 1810 publicou seu livro mestre, chamado “O Organon da Ciência Médica Racional” , que foi aperfeiçoado em 1819, mudando o nome para “O Organon da Arte de Curar”.

Estava assim criada a Homeopatia

Segundo a Lei dos Semelhantes, os semelhantes se curam pelos semelhantes, isto é, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que apresente (quando experimentado no homem sadio) os mesmos sintomas que o doente apresenta.
Exemplificando: Se uma pessoa sã ingerir doses tóxicas de certa substância, irá apresentar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarréia; se, por outro lado, for administrada essa mesma substância, preparada homeopaticamente, ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, com características semelhantes àquelas causadas pela substância em questão, obtêm-se, como resultado, a cura desses sintomas.


O que é o medicamento homeopático?

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal. Para que a substância da natureza seja usada como medicamento homeopático, é necessário prévio conhecimento de sua potencialidade curativa, através da experimentação no homem são. Tais substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor similitude aos sintomas da doença a ser tratada.

As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas.
No início de suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía, minimizavam-se as reações indesejáveis. Percebeu também que ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.

Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de dinamização (dynamis- vem do grego e significa força). Através da dinamização, se consegue despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo.

Consultando um Homeopata

Muita gente se interessa em saber como deveria se portar numa consulta a um homeopata. Este texto pode auxilia-lo. É muito importante que você explique correta e detalhadamente os seus sintomas. Para isso, você precisa observar seu organismo.
Nosso corpo transmite informações importantes, que demonstram nossa maneira peculiar de ser. Procure não se censurar ao relatar um sintoma. Um sintoma pode ser estranho, mas pode também ser peculiar a determinados remédios. A Homeopatia se baseia na semelhança entre os sintomas que os pacientes manifestam, e aqueles sintomas que os medicamentos produzem no homem que os experimentou.
É fundamental que você procure relatar todos os sintomas, tanto quanto a melhora ou piora.

Siga o seguinte roteiro:

  • Em relação ao horário, que parte do dia, tarde, noite eles aparecem?
  • Observe a intolerância ou a melhora dos sintomas em relação às mudanças climáticas, ao sol, ao vento, à chuva, à umidade, aos golpes de ar, aos lugares quentes e fechados;
  • Anote a relação de movimento ou repouso com os sintomas. Eles pioram ou melhoram ao exercitar-se, no início do movimento, após mover-se, subindo, descendo;
  • Analise a posição em que os sintomas aparecem, melhoram ou pioram. Em pé, sentado, deitado, deitado sobre os lados;
  • Observe os estímulos externos. O tocar, esfregar, apertar, a claridade, os barulhos, música, conversa, odores;
  • Em relação às refeições, antes, durante, e após. Alimentos frios, quentes, engolir sólidos, líquidos, em seco. Desejos, aversões, e intolerância aos alimentos ácidos, gorduras, amido, sal, salgados, doces, açúcar, vegetais, leite, ovos, carne, queijos, cebolas, álcool, cervejas, vinhos, café, chá, drogas, etc…
  • Em relação à sede, qual a quantidade, freqüência, temperatura dos líquidos para beber;
  • Observe seu sono. Tem dificuldades para dormir ? Qual o tipo de sono? E o estado de humor, antes, durante, ao acordar, posição para dormir, sonhos, etc;
  • Em relação à menstruação, quais sintomas aparecem antes, durante, e depois. Características da menstruação como aspecto, regularidade, duração, quantidade do fluxo, etc;
  • Em relação à transpiração, quais os locais de transpiração, a temperatura do suor, os momentos em que transpira mais, a cor do suor, manchas na roupa, etc;
  • Com relação à vida sexual, dificuldades, dores, realização;
  • Com relação às eliminações, evacuações, micção, corrimentos. Observar a freqüência, o aspecto e dificuldades para eliminar.
  • Tente se lembrar dos sintomas na ordem cronológica dos acontecimentos.
  • Antes de ir ao consultório, faça um resumo de seus sintomas, de como são e de que modo eles aparecem, melhoram ou pioram.